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Cicatrizes em cirurgia plástica

Informativos

Algumas vezes, o cirurgião plástico é procurado por pacientes que acreditam ser possível realizar uma cirurgia sem deixar cicatrizes. Na realidade, sempre que ocorre uma lesão da pele ou qualquer outro tecido do corpo, acidental ou cirúrgico, haverá uma cicatriz, devido aos mecanismos próprios da cicatrização.

No entanto, o que pode variar é a qualidade da cicatriz. Uma cicatriz de boa qualidade deve ser fina, plana, com coloração semelhante ao local em que está e bem posicionada (“escondida”). Ou seja, imperceptível no convívio social.

O Cirurgião Plástico possui alguns artifícios que podem ser utilizados para controlar a cicatriz e proporcionar meios de cicatrização favorável e com bom resultado estético final.

Entre os fatores que o Cirurgião Plástico pode interferir estão a técnica cirúrgica e a localização da cicatriz, além de medidas preventivas complementares. A técnica cirúrgica deve ser minimamente traumática, apurada, com utilização de instrumental e fios apropriados, prevenção de infecção e evitando tensão na cicatriz.

A localização da cicatriz também é importante, pois mesmo de boa qualidade ela estará presente. Portanto o Cirurgião Plástico elege regiões onde a cicatriz será pouco visível (atrás da orelha, couro cabeludo, pregas e dobras naturais da pele, etc) ou áreas que ficarão cobertas pelas vestes.

Como medidas preventivas podem ser utilizados curativos para redução da mobilidade da região e conseqüentemente redução da tensão na cicatriz (uso de fitas adesivas), curativos compressivos de silicone (foto ao lado), além de prescrição de antibióticos e medidas de higiene para reduzir o risco de infecção.

Os fatores que o Cirurgião Plástico não é capaz de interferir são relativos às propriedades do mecanismo de cicatrização do paciente. Aqueles de raça negra e oriental apresentam maior probabilidade de evoluir com um distúrbio de cicatrização conhecido como quelóide. O quelóide se caracteriza como sendo uma cicatriz elevada, endurecida, escura e que pode se estender além das margens da cicatriz, com prurido e desconforto local. Quando diagnosticado precocemente, há métodos para controle de sua evolução e, mesmo depois de estabelecido, existem recursos clínicos e cirúrgicos para o seu tratamento.

A cicatriz hipertrófica é outra variante dos distúrbios de cicatrização, de caráter mais benigno que o quelóide, embora muito semelhante a ele no seu início. No entanto, a cicatriz hipertrófica não ultrapassa os limites da cicatriz original e tende a regredir espontaneamente em um período de 6 meses a 1 ano; pode deixar como resultado final uma cicatriz alargada. Do mesmo modo, há métodos de controle de sua evolução.

Após a maturação da cicatriz, permanecendo ainda uma cicatriz alargada, esta pode ser corrigida mediante uma “revisão da cicatriz”, ou seja, um pequena cirurgia para remoção da cicatriz alargada. Evolui muito bem na grande maioria dos casos, pois há menos tensão na cicatriz do que na primeira cirurgia.

Portanto, o objetivo do Cirurgião Plástico não é realizar uma cirurgia sem cicatriz, o que é tecnicamente impossível, mas sim, deixá-las de modo que sejam dificilmente visualizadas, ou seja, praticamente imperceptíveis.

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